NAS CURVAS DO ROCK (A história nunca contada, nascimento e vida do SEBAS ROCK BAR)

10/01/2018

CAPITULO VII
MAPEANDO SANTA CATARINA


Quando a temporada de 92/93 acabou tínhamos um bom dinheiro no banco. Isso era março. O Gringo chegou com umas ideias meio loucas, dizendo que tínhamos que trabalhar em eventos. Toda cidade tinha pelo menos um evento significativo por ano e Santa Catarina é pulverizada de cidades pequenas. Fechamos o primeiro em São João Batista, vale do Rio Tijucas. Pagamos R$100,00 valores da época no aluguel do espaço . Iríamos trabalhar com cachorro quente e pernil na chapa. Choveu os dois dias de festa e não conseguimos um centavo. Depois ouvimos falar, através de meu amigo Loriberto, aquele dos quiosques, que iria ter uma festa muito grande em Ituporanga região central de Santa Catarina. A famosa festa da cebola. Essa cidade fica em um vale ao lado de Rio do Sul, a cento e cinquenta km de Blumenau. Compramos o ponto. O Loriberto ficou com os pontos de sorvete Gellato. Com o tempo eu iria cuidar dessa parte, mas por hora o Loriberto era o representante da Catarinense distribuidora nesses eventos.
Chegando o dia, nos preparamos e fomos para a dita festa. Colocamos o singelo nome de CANTINA DO ALEMÃO, isso para identificar-se com o público que era noventa por cento alemão. Trabalhamos com pernil na chapa, lanches diversos e bebida. A festa começou numa sexta feira. Foi uma loucura! Era fila dia e noite. Não dávamos conta de atender todo mundo. O Sadan tinha pego uma barraca na frente e criou a marcar LANCHONETE CENTRAL. Todo mundo ganhou muito dinheiro. O que nos ajudou muito foi o pseudo nome de Cantina do Alemão, até hoje os moradores da região estão procurando o alemão. Rachamos os lucros com o Gringo e voltamos para Balneário.
Cheguei em casa e comemorei com a Nilza a primeira vitória em um evento. Logo descobri que na cidade de Camboriu, que ficava ao lado de balneário tinha um encontro de evangélicos chamado de Gideões (Gideões são missionários evangélicos que saem pelo mundo). Fui atrás e consegui alugar um espaço de dois metros próximo a avenida. Montei um buffet de cachorro quente com doze tipos de molhos. Você pegava o pão com a vina (salsicha) e ia se servindo à vontade. A maionese Helmanns (por ser a única maionese vendida na época era muito cara e nós batiamos ela com mingau de maizena para aumentar sua consistência). Tinha milho, ervilha, vinagrete, farofa, mostarda, katchup, repolho roxo picado, queijo ralado (nós batizávamos ele com farinha de semolina amarela) e molho de cruzcredo. Esse último era o mais comido pelos "crentes". No final da noite nós misturávamos todas as sobras dos outros molhos e estava pronto o cruzcredo. O povo dizia que era muito bom. (risos)
Devagar fomos aprendendo a ganhar dinheiro nessa festa. Era muita gente e o povo tinha sede, no entanto os pastores não deixavam ambulantes venderem água dentro do templo, um ginásio que cabia dez mil pessoas. O lugar era pequeno para tanta gente, só que os pastores usavam aquilo para ganhar dinheiro do governador de Santa Catarina. Todo ano eles recebiam um cheque polpudo para fazer a nova sede, mas nunca faziam. Acredito que até hoje está assim. Voltando para a venda da água mineral, começamos a soltar vendedores ambulante com sacolinhas de mercado. Cabiam dez garrafa em cada sacola, era vap e vup e vendia tudo. Coloquei uma caixa de água de mil litros cheia de garrafa de água mineral e gelo. Eu pagava tipo cinquenta centavos 
na garrafa e passava para os vendedores por dois e cinquenta. Eles vendiam a cinco reais. Dava muito lucro. Colocamos o nome da barraca de BARRACA DO PASTOR ALEMÃO. Que cagada! Todos vinham perguntar que pastor que era, de qual igreja, nós dizíamos que era homenagem ao nosso cachorro (risos). Muitos diziam que iríamos para o inferno. Alguns achavam engraçado. O lugar, apesar de ser religioso era muito podre. As gravadoras de cds brigavam pelos melhores espaços para divulgar seus artistas. Com o tempo ficou tão caro o metro quadrado que era impossível comprar um espaço para trabalhar. As gravadoras tinham dominado tudo. Era um mundo diferente daquele que vivíamos. Na hora da arrecadação de dízimos o pastor deputado Nakayma bradava para todos do ginásio e mais de cinquenta mil ouvintes que estavam do lado de fora escutando pelas caixas de som. Ele dizia que era para depositar nos lençóis os donativos; que a contribuição tinha que ser do tamanho da fé de cada pessoa. Se tivesse máquina de fotografia era para doar também. Não esquecer de tirar os filmes batidos. Ele alegava que essas máquinas iam para os gideões estrangeiros. "Só tira o filme", dizia ele. Outra coisa: quem quisesse doar o carro não podia esquecer de assinar o recibo de compra e venda e depois comparecer atrás do altar para finalizar a doação. Para colher tanto dinheiro e tantas jóias, os arrecadadores iam em seis pessoas, três de cada lado segurando um lençol. Aquilo enchia até a boca. A fala do pastor era muito poderosa, ele gritava bastante e convencia os pobres coitados. Apelidamos ele de Munn Rá, aquele do Thundercats. Ele sempre agia como se tivesse sendo transformado no Munn Rá, o eterno.
Subiam no palco também as pessoas que queriam contar as graças recebidas. Vou relatar umas três aqui. Aliás todas absurdas.
Teve uma cantora que relatou que sempre sonhou em ter um long play (LP) ou um CD gravado, mas nunca teve dinheiro para tanto. Um dia ela orou para o senhor com tanta fé, mas com tanta fé que quando acordou haviam caixas, milhares de cds ali gravados tudo com ajuda do Espírito Santo. Ela também sonhou que cada pessoa que comprasse um cd receberia uma graça. Claro que ela vendeu todo o estoque.


Outra foi um senhor que queria ganhar um avião e do nada recebeu um avião. Teve o Sr que não tinha dentes e após um pedido ganhou uma dentição novinha. Nasceram dentes novos. Teve a cura dos surdos. O pastor fez uma oração e subiram um monte de surdos curados. Enfim... dava dó daquele povo. Claro que eu não era santo também, vendendo aquela água bem cara para eles, mas se eu não fizesse isso eles não teriam água. Os desmaios era muito frequentes. Essa festa acontece até hoje. A cidade virou uma Aparecida do Norte para os Evangélicos. São centenas de milhares de pessoas que passam todo ano por ali
Devagar eu fui criando um itinerário de festas. Trabalhava muito em rodeios. Certo dia, no inverno, eu fui chamado por um clube de Lions em Itajai. O LIONS, para quem não conhece, junto com o Rotary, são grupos de serviços sociais criados nos Estados Unidos. O fundador do Rotary criou o clube para poder aproveitar melhor os profissionais aposentados, dar uma ocupação social para eles. Esse tipo de clube se espalhou pelo mundo e logo a alta sociedade se apoderou dele. No final virou um clube social cheio de medalhas e honrarias para quem nunca fez nada por ninguém. O Lions nasceu por dissidência do Rotary e no fim acabou do mesmo jeito: um monte de pessoas fazendo um pouco de ajuda humanitária e correndo para pegar sua medalha de honra. Em Itajai o Lions tinha cinco clubes irmãos. Fui chamado por um dos mais antigos: o ITAJAI SUL. Fui na reunião. Era uma quinta feira, dia que o clube se encontrava na sede própria. A sede era de todos os cinco clubes e cada clube tinha o dia certo para se encontrar. Recebi uma oferta para trabalhar na festa da Marejada. Queriam que eu levasse o meu sistema de self service de cachorro quente. A festa acontecia em outubro, durante dezessete dias paralelos à Oktoberfest. Se vocês lembram já comentei sobre ela em outro capítulo. Vou tentar montar ela em sua cabeça, caro leitor. Você entrando na festa do lado esquerdo tinha um pavilhão enorme de duzentos metros. Nele eram feitos todos os shows, bailes que varavam a noite. Vi muitas bandas de rock se apresentarem ali. Ele praticamente acabava no leito do Rio Itajaiaçu. Nessa mesma rua do lado direito havia oito barcos de vinte metros cada e na outra rua paralela mais oito. Entre eles havia uma cantina portuguesa, que todo noite trazia cantores portugueses cantando fado, regado ao legítimo bacalhau português. Também tinha uma barraca de sardinhas na brasa. Bem no extremo do lado direito tinha o parque de diversão e a feira de rendas e produtos portugueses. Tudo era muito mágico. Não esquecendo que tinha uma banda de sopros com tubas, clarinetes, oboés, baterias que passava em todas as ruas arregimentando turistas bobos. No começo era muito bom, mas nos últimos anos era um pé no saco. Eles adoravam tocar parabéns para os aniversariantes e eu adorava inventar um aniversariante.
Para poder cuidar do barco que o Lions Itajai Sul comandava (esse barco era de brincadeirinha, na real era uma barraca disfarçada), eu tinha que ser um leão e a Nilza uma domadora. Assim são chamados os componentes dos lions, não esquecendo os filhotes que são os filhos. Na real tanto Lions quanto Rotary são descendentes da maçonaria Os outros barcos pertenciam aos outros clubes de Lions, Rotary, Apae etc.
Comecei naquele ano mesmo a frequentar o Lions. Ele era composto por anciões de sessenta anos para cima. Os mais novos eram eu, a Nilza e o Julio com sua esposa, que eram filhos de um leão mais antigo. Ficamos uns dez anos no Lions, em Itajai e no Lions de Itapema. Nós parecíamos dois idosos. Começamos a conviver com eles e nos tornamos um deles. Foi um momento muito importante da minha vida. Aprendi a me comportar e comer comida de rico. Saíamos no jornal da cidade. O bom da coisa era que qualquer evento de caridade que iam fazer lá estava eu para ganhar um pouco em cima e dar maior rentabilidade ao Lions. Por exemplo: na marejada eles vendiam cachorro quente com uma panela cheia de salsichas. Não lucravam nada. Quando eu cheguei profissionalizei a coisa. Combinamos que eu daria vinte por cento bruto de tudo o que eu vendesse no barco (barraca) do lions. Fiz três buffets grandes com oito tigelas em cada de três kilos de molho em cada lado do barco. A Nilza e mais duas domadoras (esposa dos leões) ficavam só nas panelas servindo pão com as vinas. Outras domadoras ficavam abrindo pão e colocando na embalagem sem parar. Os homens (leões) ficavam no caixa cobrando os cachorros quentes, conforme o dia dava filas enormes. Todo dia mudavam os componentes, seguindo um escala. Quando vinha um velhinho mocorongo a coisa pegava.. Juntos colocamos um prato chamado SURUBA PORTUGUESA. Mudei o nome do famoso entreveiro que faço para chamar atenção do povo,mas na real era o velho entreveiro que faço. Bem mais à frente o PT assumiu a prefeitura e proibiu o nome por ser obsceno. Também tem outra curiosidade sobre o entreveiro (suruba portuguesa): em Itajai tinha um jornal muito boca suja, DIARINHO. Só escrevia merda. Certo dia eles foram comer a tal suruba portuguesa. Eu tinha um funcionário chamado Jason que cuidava da chapa, pois não é que o filha da mãe não assou direito o pernil. Resultado: os jornalistas cagaram a noite inteira. Não ficou barato. Virei manchete no dia seguinte: "SURUBA PORTUGUESA MANDA MAIS DE VINTE PRO PINICO".
Minha sorte era que a Domadora Ivone era mãe do chefe responsável pela vigilância sanitária do município. Também colocamos três máquinas de crepe e mais uma chapa com pernil assado. No começo levei meu irmão João Arildo para me ajudar e dei sociedade para ele. Vendemos muito. Tive que contratar uma pessoa para ficar na minha casa só picando legume, fazendo os molhos de cachorro quente e assando pernil. O pessoal do Lions nunca tinha faturado tanto em sua barraca e eu, é claro, também. (risos). Essa história que estou relatando da Marejada foi acontecendo devagar. Levamos três anos para chegar na íntegra de todos os produtos. Nessa festa da Marejada também assumi toda a venda de sorvete da Catarinense, empresa do meu tio. Vendi muito sorvete e água mineral ali. Mas também foi muito desgastante. Tivemos muita briga com meu tio. Eu sempre puxei o preço para cima e ele tinha que me segurar para não ser punido pela Cia Gessy Lever, que concedia a distribuição para ele. Todo mês de outubro era uma briga para pagar esses pontos da Marejada. Cada vez mais o gerente da festa RENATO, um tremendo fdp, aumentava o aluguel. Ele se dizia amigo do Paulo. A última vez que fechei com ele, o Paulo foi fazer uma brincadeira com ele contra mim e se deu mal. Combinaram os dois que iriam pedir cinco mil reais por cada ponto de sorvete. Eram três pontos. Daria quinze mil reais. Fiquei muito revoltado. Depois o Paulo falou que era brincadeira e me convidou para irmos lá negociar os pontos. Quando chegamos lá o cara bateu os pés e não baixou o valor dos pontos. Resultado cinco mil cada ponto. Toquei a festa com sorvete pela ultima vez. Depois daquilo fiquei só com a barraca do Lions.
Nota ao leitor: As minhas histórias aqui vão sempre falar de períodos de dois ou mais anos. Tem coisa da marejada que estou escrevendo que eu morava em Itapema. Mas ficaria muito massante eu voltar a falar de marejada quando entrar no assunto Sebas Itapema.
Depois de duas temporadas já tínhamos nos tornado cidadãos de Balneário. Conseguíamos viver entre duas cidades Itajai e Balneário. Fazíamos parte do Lions de Itajai e tínhamos amigos lá. Quanto ao Balneário, tínhamos alguns amigos, mas por ser uma cidade de veraneio as pessoas passavam muito rápido por ali. Tudo envolvia negócios. As pessoas chegavam na temporada e ficavam encantadas para abrir um negócio ali. Imaginavam que poderiam abrir uma empresa de temporada, trabalhar três ou quatro meses e ser feliz para sempre. Ledo engano! Tudo era uma verdadeira armadilha. O aluguel de uma sala girava em torno de sessenta mil reais. O otário alugava e gastava mais cem mil para montar. Já na primeira temporada ele quebrava. O dono da sala voltava a alugar a sala na outra temporada e logo aparecia outra vítima. Esse circulo vicioso continua até hoje.
Como já tínhamos um bom dinheiro no banco, optamos em vender nossa casa em Curitiba e comprar um terreno em Balneário. Fui ver um lote na rua dois mil e quinhentos entre a terceira e quarta avenida. Tinha bem poucas casas por ali. A Nilza chegou a comentar que iríamos morar no meio do mato, mas foi um dos melhores negócios da minha vida. A valorização passou de trezentos por cento em dois anos. Compramos o terreno e começamos a construir. Contratei o Seu Chico, sogro do Gringo para fazer a obra. Meu sogro, seu Zé, também veio de Curitiba acompanhado do Wagner, aquele meu cunhado que tinha me emprestado o Opala laranja. Os dois vieram dar uma mão na obra. Optamos em fazer uma casa baixa com telhado alto para fazer um sótão, o qual iria servir de dormitório para os funcionários que vinham de outras cidades. A mão de obra em Balneário era sempre importada de outros estados. Pagava-se bem e não faltavam candidatos. Em nossa casa já moravam duas primas minhas de Guarapuava, que nos ajudaram muito nessa época: Bernadete e Cirene. Graças a Deus nessa época eu estava com muitas festas. Sempre entrava endividado na sexta, rezava bastante para sair sol no domingo durante os eventos, pois sorvete só se vende com sol. Entrava na festa quebrado e arrebentava de vender. Segunda feira pagava todo mundo e começava novamente as dívidas. Quando chegou o ano 94, em plena época da festa da Marejada, faltava comprar as madeiras para o telhado. Já estávamos morando na casa. Ela estava só na lage e as crianças brincavam no meio da obra. Era muito triste quando chovia ter que enxugar o teto para não cair pingos de umidade em cima das crianças Julian e Leonardo. Foi nessa época que roubaram o Opala. Tinha deixado na rua para acabar o piso da garagem. Pois bem, fomos fazer a Marejada dependendo de uma boa venda. Lembro que a festa tinha sido mediana até então. Estava programada para o último domingo a apresentação da dupla sertaneja João Paulo e Daniel. Uma semana antes uma tragédia tinha acabado com a dupla. Um acidente de carro tinha tirado a vida do cantor João Paulo e mesmo assim Daniel resolveu manter a apresentação. Era um domingo de outubro. O Arildo, meu irmão, tinha uma kombi laranja. Falei para ele encher até a boca de produtos tipo caixas com latas de três kilos de milho verde, de ervilha, de maionese, de katchup, enfim... lotei ela até a boca, inclusive mais de dois mil pães gigantes de cachorro quente. Quando chegamos no pavilhão da Marejada era meio dia. Deixei a Kombi estacionada em um estacionamento particular do lado de fora da festa. O domingo estava sendo péssimo. A coisa não ia de jeito nenhum. Havia um terreno baldio ao lado da festa onde a direção alugou e limpou para fazer o show do Daniel. A entrada desse terreno passava pelo meio da festa. Anoiteceu e chegou muita gente, mas poucas pessoas se aventuraram a comer. Fiquei triste porque iria sobrar muita mercadoria mesmo. O povo ia chegando direto para o local do show, muitos nem passavam pelos barcos/ barracas. O show começou às oito horas da noite. Tinha mais de quarenta mil pessoas. As barracas ao meu redor, aliás todas as barracas da festa começaram a fechar e fazer a faxina, pois a festa tinha acabado ali. Foi um show épico! Todo mundo chorando a morte do sertanejo. Daniel cantava e chorava. O show acabou vinte duas e trinta e com as réplicas foi até as vinte e três horas. Não deu tempo de acabar a última música e caiu uma chuva torrencial daquelas de entupir bueiro. O povo saiu correndo do descampado e correu para baixo das coberturas dos barcos/barracas. Parecia uma pescaria daquelas de atum em alto mar. A fome bateu em todo mundo. Coloquei três buffets em volta do barco. Era gente demais querendo comer. A única barraca aberta era a nossa e eu tinha uma Kombi lotada de mercadoria para tratar todo mundo. Nesse dia DEUS foi muito bom comigo. A chuva durou três horas sem parar. Todos os outros donos de barracas vieram ajudar. Traziam suas sobras de mercadoria. Eu não parava de puxar os produtos da Kombi para a barraca, mesmo no meio da chuva. Chegou a ter filas com mais de sessenta pessoas segurando o pão de cachorro com salsichas esperando para se servir de molhos. Arrebentamos de verdade. Vendemos tudo o que tínhamos. Para ser ter uma ideia fiz o meu mega telhado com madeira de canafístula a mais cara de todas. Paguei a mão de obra e todas as telhas. Lucrei tipo quarenta mil reais. Meu irmão Arildo comprou uma kombi semi nova. Aquilo foi épico.
Na temporada de 94 consegui mais alguns quiosques de sorvetes em frente aos supermercados. Nessa época alem dos quiosques também tinha colocado meu cunhado Fernando com bebidas nos barcos de passeios que saiam de Balneário. Também montamos um quiosque na praia do Pinho (praia de nudismo). Coloquei para cuidar dele o cunhado de minha irmã Silvia o Claudio. Sempre me perguntam se eles trabalhavam pelados. A resposta é não! A vigilância sanitária proibia (risos). Foi uma temporada chuvosa, não muito boa. Minhas investidas nos barcos e na praia do Pinho não deram resultados.

Please reload

Rua Waldemar Loureiro Campos, 2632 Boqueirão Curitiba PR

SEBAS ROCK BAR

  • Facebook - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle